Uma parte importante da cidadania da Galiza que dispõe duma identidade nacional galega quer trabalhar por um País próspero e respeitoso para com todas as sensibilidades sociais e culturais. Aspiramos a que a Galiza disponha de uma soberania plena para decidir como quer estar integrada dentro do Estado, ou mesmo se quer seguir formando parte do Estado espanhol. Para garantir isto há só uma maneira: respeitar a vontade maioritária das galegas e galegos para decidirem o que a Galiza deve ser em cada momento da sua história: uma autonomia, uma federação ou um Estado, partindo sempre do respeito à vontade democrática da maioria galega. Não somos nacionalistas. Se alguma definição se pode dar de nós é que somos simplesmente soberanistas, defensores da liberdade das nações e, por extensão, das pessoas. Pois qualquer nação, se há uma ampla vontade democrática, tem o direito a decidir como quer estar no mundo.

Além dos avatares e diferentes situações da Galiza ao longo da sua já longa história de mais de 1600 anos de existência como entidade política, o que mais preocupa ao PNG é o bem-estar dos galegos e galegas de hoje e do futuro. E isso passa por defendermos os nossos interesses económicos, único jeito de garantir bem-estar, riqueza e felicidade. Para o Peneguê isso só é possível com um sistema de economia de mercado de rosto humano, onde se defenda a liberdade de empreendimento para gerar riqueza, parte da qual deve ser usada para garantir que todas as pessoas na Galiza tenham umas condições materiais dignas.

Entendemos que outro objetivo fundamental é deter ou dificultar o actual espólio dos nossos recursos naturais, que estão a ser explorados para grandes empresas que nem sequer pagam os seus impostos na Galiza, mas em Madrid ou noutras áreas do mundo. Devemos recuperar a soberania sobre os nossos próprios recursos e adequar a legislação e administração à nossa realidade. Em definitiva, há que pôr o País ao serviço das pessoas, e não as pessoas ao serviço de interesses alheios à Galiza.