O PNG entende que o desenho administrativo galego deve estar adaptado à sua realidade social, territorial e económica. Por isso não faz sentido a existência de umas deputações que respondem a um desenho provincial totalmente artificial no nosso País, já que as comarcas, cidades, vilas e paróquias constituem a verdadeira estrutura territorial. Portanto propomos a supressão ou vaziado destas entidades para trespassar as suas competências para outros níveis administrativos, nomeadamente Xunta e Concelhos.

Entendemos igualmente que o mais adequado para reflectir a vontade democrática da cidadania galega sem manipulações é uma circunscrição eleitoral única nas eleições galegas, espanholas e europeias, para o que propomos uma reforma profunda da Lei Eleitoral. Para isso começaremos pela circunscrição eleitoral autonómica, já que o Parlamento Galego tem competências para realizar esta primeira mudança legislativa.

Dentro desse redesenho administrativo outorgaremos natureza jurídico-política com dotação orçamentaria às paróquias de carácter rural nos concelhos que tenham entidades destas características. Nas zonas urbanas entendemos que a divisão em distritos é a mais adequada para as sete grandes cidades, e impulsaremos decididamente as áreas metropolitanas nas zonas urbanas e as comarcas no resto do País, para racionalizar as despesas do orçamento público que se fazem em equipamento e infraestruturas, tais como meios de transporte, tratamento do lixo, sistema de esgotos, depuradoras, bombeiros, etc.

Esta reforma administrativa deve passar por um aumento da autonomia municipal mediante um alargamento das competências e a sua dotação orçamentaria correspondente, pois não faria sentido aprovar as reformas administrativas se não se garante a sua efectividade com um financiamento adequado para implementá-las.

O Peneguê quer lograr uma administração moderna, transparente e eficiente, com controlo e perseguição dos comportamentos de tipo clientelar mediante a criação duma polícia fiscal como divisão dentro da futura Polícia Nacional Galega que investigue as denúncias de corrupção na gestão das administrações públicas. Advogamos também pola eliminação total do pessoal que participe na administração por designação política como acontece em países como a Dinamarca.

Queremos elaborar uma reforma consensualizada dos processos de acesso ao corpo da função pública, tendo em conta em muita maior medida os factores meritocráticos, inspirando-nos em modelos de sucesso como o britânico ou dinamarquês.

Eliminaremos as duplicidades administrativas ou organismos criados ad hoc por interesses partidistas e também os privilégios económicos e de status jurídico dos parlamentares em qualquer assunto que não tenha a ver com a sua actividade representativa.

Articularemos de uma forma homogénea e equilibrada uma Rede Nacional Galega de Comunicações. Para isso será preciso que o governo galego controle e administre de forma exclusiva esta Rede. A Rede incluiria todas as estradas, caminhos de ferro, aeroportos e portos que estejam no nosso território. No caso de infraestruturas partilhadas com outros territórios do estado (tais como estradas, caminhos de ferro, etc), qualquer decisão terá que fazer-se por consenso entre as duas partes, seja com o governo de outras CCAA, seja com o governo do Estado.

Em coordenação com os seus governos municipais, o governo galego tentará melhorar e aperfeiçoar os sistemas de buses urbanos para lograr uma maior eficiência do serviço nas sete grandes cidades. Também impulsaremos a criação de uma rede de ciclovias.

Queremos uma rede de Internet de qualidade em todo o território, nomeadamente nas zonas rurais e queremos também criar uma rede gratuita de autoestradas, começando pola transferência imediata da gestão à Galiza das vias de alta capacidade AP-9, A-52, A-54, A-6 e A-8 nos tramos que decorrem polo nosso país. Por sua vez, melhoraremos significativamente os comboios de proximidade, por serem fulcrais para a conexão interna das distintas zonas do território galego.

O Peneguê reforçará o aeroporto de Lavacolha como o aeroporto central da Galiza, procurando que a oferta de voos internacionais seja complementar com os que oferece o aeroporto Sá Carneiro do Porto para evitar duplicidades com o que é agora o verdadeiro aeroporto internacional da Galiza.

Aquelas administrações, quer locais, comarcais, provinciais ou nacionais onde o PNG governe, realizarão a maior parte das suas transacções económicas (pagamento de salários, taxas, etc.) em bancos de titularidade galega e sede social na Galiza.

Por último indicar que o PNG reclamará para a Galiza o fuso horário GMT+0, que é o que lhe corresponde pola sua situação geográfica na mesma latitude que Portugal, Canárias ou o Reino Unido.