O PNG exigirá a transferência plena das competências do ensino sem possibilidade de interferências do governo espanhol a través das leis-marco. O governo galego redesenhará os currículos de algumas matérias escolares de Primária, a E.S.O. e Bacharelato como são: Língua e Literatura galegas, Ciências Naturais e Ciências Sociais. A própria cultura e história galegas devem aumentar a sua presença no ensino. De facto o Peneguê aspira a que como mínimo um terço dos conteúdos de arte e história estejam dedicados à história e arte galegas. Além destas matérias, o governo galego poderá decidir os conteúdos de até o 80 % das matérias artísticas, tal e como são Música, Plástica ou Arte. No ensino da literatura galega um terço dos conteúdos da sua programação tratarão a literatura do resto dos países lusófonos, nomeadamente as literaturas portuguesa, brasileira e africana (Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe).

O Partido Nacional Galego reforçará o Sistema Universitário Galego dotando-o de mais recursos e ampliando o catálogo de estudos em áreas de especial interesse para a Galiza como são os estudos de desenho, antropologia, etc. assim como a potenciação da formação permanente da cidadania. Procurará-se a atração de talento internacional ao nosso país.

Enquanto ao investimento público em cultura, o Partido Nacional Galego incrementará notavelmente a dotação neste âmbito com o objetivo de alcançar os patamares recomendados pola União Europeia, de jeito que nunca poderá ser inferior ao 0,45% do PIB.

O Peneguê impulsará também a criação duma Academia Nacional da História da Galiza, onde terão presença historiadores galegos de reconhecido prestígio polas suas investigações e trabalhos em prol da memória nacional galega. Serão eles os que fornecerão aconselhamento para estabelecer as linhas básicas da programação do ensino da História no sistema educativo galego. Por sua vez, criaremos o Centro Nacional de Excelência da Música Tradicional para formar a novos músicos seguindo o modelo existente na Escócia e tornaremos o Auditório de Galicia em Santiago num autêntico e verdadeiro Auditório Nacional da Galiza como sede permanente da Real Filarmonia Nacional da Galiza.

Desenvolverão-se políticas de promoção do cinema, teatro e música galegas. No caso do cinema, procuraremos o financiamento de filmes e documentários que tratem da nossa história e da nossa memória colectiva. Criaremos ou redimensionaremos uma rede de Museus Nacionais que tratem os distintos aspectos do nosso legado nacional, nomeadamente nos campos da Antropologia, Artes, História, Arqueologia, Emigração, Mundo Labrego e Marinheiro, ou a Memória da Repressão na Ditadura Espanhola. Igualmente levaremos a termo uma política de redimensionamento dos museus actuais e a abertura de outros novos numa rede de Museus Nacionais com sede central num edifício emblemático e bem localizado e com uma imagem corporativa e um sistema de gestão unificado. Nesta rede poderia incluir-se também um Museu do Traje, Dança e Música tradicionais, outro das Ciências Naturais, um grande e único Museu Nacional Romano, o Museu Nacional de Pintura e Belas Artes na Corunha, Museu Nacional da Indústria e da Inovação o Museu Nacional da Galiza Antiga em Pontevedra ou um Museu Nacional da Galiza Medieval num castelo, seguindo o modelo de Liechtenstein. Criara-se também um Museu Nacional da Emigração seguindo o modelo do EPIC irlandês.

Além destes museus de carácter científico, histórico ou cultural, o PNG quer impulsar museus populares e de ócio, seguindo modelos doutros países. Neste sentido aspira a abrir um Museu de Cera, onde se reproduzam personagens e cenários importantes relacionados com a história e a sociedade galegas, seguindo o modelo de dioramas e de interatividade com o público, que estaria de forma permanente na Cidade da Cultura. No Gaiás poderia se criar também um Museu Interativo das festas galaicas e das romarias populares. Por outro lado, advogamos por seguir o modelo escandinavo já também presente noutras zonas de Europa, como a França, Inglaterra ou Holanda dos Museus ao ar livre da vida rural, onde pessoas vivas reproduzam os distintos ofícios tradicionais em distintos edifícios da arquitetura tradicional. Igualmente o Peneguê quer abrir um parque temático que reproduza a civilização galaica e romana, a galaico-sueva e a medieval. Para lograr estes objetivos o Peneguê entende que o governo galego deve ter a gestão total dos museus, arquivos e bibliotecas presentes na Galiza.

Por sua vez criaremos a Biblioteca e Arquivo Nacional no Gaiás com forte presença física e online mediante uma potente digitalização de fundos como instituições de cabeceira da Rede Nacional Galega de Bibliotecas. Impulsionaremos igualmente todos os nossos grandes criadores e criadoras artísticos/as de maior e notoriedade e também criadores/as novéis, em âmbitos como a música, cinema, teatro, artes plásticas e a literatura. Também recuperaremos os Prémios Nacionais Galegos e incorporaremos a eles modalidades tanto culturais como de outros âmbitos.

Criara-se uma rede nacional do património material e imaterial com ampla dotação orçamentaria e de recursos humanos baixo a marca Património Nacional Galego onde se integrarão todos os departamentos da Xunta relacionados com o o património e que gerirá todas as políticas públicas nesse âmbito. O PNG reclamará também a restituição e volta à Galiza do seu património arqueológico (como os torques do MAN em Madrid), assim como toda a documentação dos mosteiros e outras instituições levadas ao arquivo nacional espanhol ou que estão em Salamanca.

O Peneguê promoverá também o levantamento de monumentos e nomes das ruas que recuperem a nossa história nacional. Como primeira medida simbólica, queremos que a Alameda de Santiago se passe a chamar a Alameda dos Reis Galegos, com estátuas de todos os Reis da Galiza ao longo da história. Criaremos também o Panteão Nacional da Galiza que estará integrado polo Panteão de Reis (actualmente na catedral de Santiago) e o Panteão de Galegos Ilustres de Bonaval também em Santiago de Compostela.

Entendemos também que o Caminho de Santiago é imprescindível para dar a conhecer o nosso País, tanto focado ao turismo religioso como ao turismo cultural. Para isso o PNG fará um cuidado permanente do Caminho en todos os tramos galegos (francês, inglês, português, do Norte, do caminho da Prata), assim como uma melhora da sinalética e de painéis informativos duradouros. Procuraremos usar Santiago de Compostela como ponto de partida para promover o turismo para o conjunto do território galego, tentando que a riqueza do turismo cultural se espalhe a todos os pontos onde temos um enorme património histórico-artístico, nomeadamente o legado galaico, romano, românico e barroco.

Além da promoção da igualdade e da saúde na prática do desporto, o PNG organizará eventos protagonizados polas seleções nacionais galegas, advogando pola sua oficialidade.

Fomentaremos a prática dos desportos galaicos tradicionais como meio de sobrevivência dos mesmos e também como elemento do nosso património nacional imaterial. Para isso começaremos por impulsar uma liga de futebol galaico com equipas representantes das distintas comarcas do País. Igualmente impulsaremos o escutismo na Galiza entre a juventude, como forma de socializar conhecendo com maior profundidade a natureza e a história da Galiza. Para isso os escuteiros mesmo terão designações relacionadas com a nossa história, como poderia ser dragões (verdes) para os rapazes ou leoas (vermelhas) para as raparigas.

Impulsaremos e financiaremos o associativismo que impulse excursões a lugares emblemáticos da Galiza ou que recuperem as festas tradicionais galaicas.